segunda-feira, 28 de junho de 2010

antro_bukowski_bottle.jpg Nasceu em 1920 em Andernach, Alemanha, filho de uma alemã e de um funcionário norte-americano em missão durante a ocupação Americana da Alemanha no fim da primeira guerra mundial. Foi com os pais para a Estados Unidos da América com dois anos de idade. Publicou mais de sessenta livros entre poesias, estórias curtas e romances. Depois de criar Story e Portfolio passou dez anos sem escrever nada. Chegou à enfermaria de indigentes do Los Angeles Country General Hospital com uma grave crise de hemorragia, resultado de dez anos de contínua embriaguez. Há quem diga que não morreu. Ao receber alta, conseguiu uma máquina de escrever e voltou ao trabalho - desta vez poemas.

Mais tarde dedicou-se outra vez à prosa, ganhando certa notoriedade com a coluna Notas de um Velho Safado, publicada principalmente pelo jornal alternativo Open City. Funcionário dos Correios durante 14 anos, demitiu-se ao completar 50, para, segundo ele, não acabar enlouquecendo. Depois disso, não procurou mais emprego e "limitava-se a comer fitas de máquinas de escrever". Comeu tanta finta de máquina de escrever que logo depois publicou sua primeira novela, Post Office (Cartas na Rua, ed. Brasiliense). Casado e divorciado uma vez, amasiado em profusão, teve uma filha.

Suas histórias de sacanagem imortal saíram sobretudo em publicações da imprensa alternativa, entre as quais Open City e Nola Express. Outras foram compradas por Evergreen, Review, Knight, Pix, Berkeley Barb, Adam e Adam Reader.Em 1984, três de seus livros estiveram, por algum tempo, na lista de Best Sellers no Brasil.

Em matéria de Bukowski, as opiniões continuam divididas. Parece que não há meio termo. As pessoas adoram ou detestam o que ele escreve. Histórias e façanhas de sua própria vida são tão descabeladas e estranhas como as que brotam da sua imaginação. Em certo sentido, Bukowski foi uma lenda, um doido,um recluso, um conquistador...carinhoso, perverso...nunca igual.

Buk não conseguiu concretizar "a grande trapaça" e a dona Morte o fisgou em março de 1994 aos 74 anos. Nada mal, para um cara que, antes dos 50, foi parar na emfermaria dos indigentes com hemorragia interna provocada pelo abuso do álcool.

http://subcultura.org/inferninho/70-charles-bukowski.html

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